Ser palestino não é fácil.

O vídeo “ser palestino não é fácil”, produzido pelo site Israel na Web merece ser questionado em seu objetivo de prestar apoio ao povo de Israel. Ora, um vídeo que aglomera e divulga dados indiscriminadamente, descontextualizando os resultados de uma pesquisa;  esvazia de qualquer sentido a autoridade das suas próprias fontes de informação.

Esse tipo de apoio Israel dispensa. Porque Israel não se faz presente no delírio salvacionista da Diáspora. Israel é um país que vive : ora pulsa virtudes, ora  luta contra os próprios defeitos. E, se para os vivos, o apoio é aquilo que funda, empresta base e protege; espera-se que o apoio revele qualquer verdade.

O contrário do apoio é a propaganda.

A propaganda brinca com uma ilusão de verdade.  Ela mente por omissão. O objetivo principal da propaganda é a conquista. O objetivo máximo da verdade é a liberdade.

Ser palestino não é fácil.

Também não é fácil ser judeu. Mas, neste mesmo espaço e nesta mesma angústia estão inseridas tantas minorias quantos homens existem: negros, homossexuais, mulheres, índios, filósofos ou escafandristas. A questão não está na dificuldade em ser ou isto ou aquilo.  A questão é ser e para ela ainda não foi encontrada qualquer resposta.

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